terça-feira, 13 de setembro de 2011

Recordando

Outro dia, em uma conversa no msn, lembraram-me de um soneto e fui levada a um passado que parece mais distante do que realmente é. Foi uma época muito boa da minha vida, me deparei diante de novos sentimentos, novos lugares, novas possibilidades, novas formas de início e término. Não os explorei ao máximo, mas ainda assim foi um tempo bem aproveitado.
É incrível o quanto podemos conhecer uma pessoa, por cada dia de convivência (mesmo que distantes) e conversas, ainda que seja depois de muito tempo. Mesmo depois de inúmeras conversas tensas e fases ruins, ainda curtimos um ao outro, de uma forma diferente de todos os momentos que vivemos.
Ainda estou descobrindo faces dessa pessoa até hoje, depois de tantos fins e recomeços, cada um diferente do outro, mas cada um com sua devida importância e propósito em nossas vidas.


Soneto de Fidelidade

                                     Vinicius de Moraes

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

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